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Comissão de Acompanhamento do Estágio Probatório realiza reunião com defensores públicos

19 de setembro de 2016

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A Comissão Extraordinária de Acompanhamento do Estágio Probatório da Defensoria Pública do Ceará realizou nesta sexta-feira (16.9) reunião de integração com os defensores públicos empossados no último concurso realizado pela Instituição. O corregedor geral, Luís Fernando de Castro da Paz, fez a abertura do evento. “Nós estamos aqui para tirar o estigma de que a Corregedoria é um órgão punitivo e exercer um caráter educativo, dando um retorno a vocês sobre esse período de estágio”, pontuou.

Na primeira etapa da reunião, a arte educadora Fabíola Alexandrino, do Instituto de Educação Portal(IEP), promoveu um momento de integração, no qual os defensores foram convidados a refletir sobre a forma que têm exercido o seu papel junto aos assistidos. Eles simularam três casos de atendimento: um de divórcio, outro de saúde e o terceiro na área criminal, e puderam avaliar juntos como esse atendimento vem ocorrendo na prática e o que pode ser melhorado. Depois, cada um escolheu uma palavra para sintetizar o que é imprescindível no trabalho de um defensor público. Entre os termos listados: empatia, cortesia, educação, atenção, disponibilidade, paciência, sinceridade, acolhimento e sensibilidade. “Alteridade, ter a capacidade de se colocar no lugar do outro”, acrescentou o defensor Paulo Bezerra, que atua em Iguatu. “Também é necessário que tenhamos coragem para fazer o contraponto do sistema de justiça, fazendo bradar a voz dos que são marginalizados”, concluiu.

Na segunda etapa, foi a vez da Comissão dar um retorno aos defensores sobre os relatórios funcionais apresentados nesse primeiro semestre de estágio probatório. “Nosso papel aqui é dar suporte, tirar as dúvidas, esclarecer alguns pontos e apresentar nossas sugestões de como preencher o relatório”, esclareceu a defensora Regina Mara Sá Palácio Câmara. Já a defensora Ana Cristina Teixeira Barreto fez questão de explicar a importância do correto preenchimento do documento. “Esse relatório é um diagnóstico de cada Defensoria Pública. Além dele ser um instrumento utilizado para a promoção pessoal, porque permite aferir o desempenho de cada defensor, ele também é utilizado como base para a elaboração do diagnóstico nacional sobre a atuação da Defensoria Pública. Então quando você deixa de preencher ou não dá a ele a devida importância, os dados podem revelar uma realidade que não condiz com o dia a dia da Instituição”, pontuou.

A Comissão fez ainda ponderações sobre a argumentação das peças, conversou com os defensores sobre a importância das atividades extrajudiciais, entre outros temas. O acompanhamento dos relatórios é feito mensalmente e a cada 6 meses de forma ainda mais detalhada, já que são anexadas as cópias das principais peças processuais confeccionadas pelos defensores. A defensora pública Maria Angélica Cardoso Mendes Bezerra destacou que o principal os novos defensores já possuem: “que é a vontade de acertar”. Já o defensor Carlos Rogério de Siqueira e Silva ressaltou que o encontro atendeu o objetivo maior de “correção de rumos e troca de experiências” e fez questão de pontuar que a Corregedoria está de portas abertas para todos.