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Comunidades relatam demandas em reunião com defensores públicos

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Os defensores públicos dos núcleos de Habitação e Moradia (Nuham), Direitos Humanos e Ações Coletivas (Ndhac) e Rede Acolhe reuniram-se, nesta segunda-feira (20), com moradores de comunidades e ocupações de Fortaleza para ouvir as principais demandas neste início de ano. O momento de escuta ocorreu no auditório da sede da Defensoria Pública do Estado do Ceará.

Cerca de 40 representantes e líderes comunitários compareceram ao encontro. Os relatos eram de falta de acesso a serviços públicos básicos, como creches, escolas, postos de saúde, abastecimento de água e energia elétrica, saneamento básico e coleta de lixo. “Nós pagamos o mesmo imposto, moramos na mesma cidade. Mas os serviços públicos não chegam até nós, os mais carentes. Estamos aqui dialogando porque confiamos numa solução conjunta”, disse Antônio Nascimento, membro de uma comunidade localizada na área próxima ao Parque do Cocó.

Também estiveram presentes representantes das comunidades Aldaci Barbosa, Raízes da Praia, Jangadeiros, Mucuripe, Nossa Senhora Aparecida, Gereberaba, Jardim Pacoti, Assaí, Trilha do Senhor, Itaperi, Jardim das Oliveiras, Olho d’água, Danilo Pinto e Praia do Futuro.

Os defensores públicos Lino Fonteles (Nuham) e Nelie Marinho (Nuham e Ndhac) dialogaram com os moradores. “Nossa ideia aqui é ouvir e aprofundar a escuta dentro da própria comunidade, com atendimento local pelo Defensoria em Movimento. É algo que vamos planejar. No momento, porém, vamos dar agilidade a demandas urgentes como a de falta de vagas em escolas, já que o início do período escolar está próximo”, explicou Nelie Marinho.

IMG_0609Segundo o defensor Lino Fonteles, apesar de já existir um acompanhamento frequente da situação de boa parte das comunidades presentes, a reunião foi positiva ao concentrar outras pautas que podem ser articuladas pelos núcleos da Defensoria. “Nós já escutávamos relatos frequentes de ausência de serviços nesses locais. Aqui, essa interação agrega ao que a gente já faz. O Nuham vai marcar reuniões com cada grupo posteriormente, alguns até na própria comunidade, para ajudarmos os moradores”, explica.

Sobre a falta ou descontinuidade de serviços, também houve questionamentos sobre violência policial nas comunidades e insegurança. “Tem comerciante que ainda tem medo. Eles recebem recado de que devem fechar as portas mais cedo. Quem vai ter a ousadia de desobedecer?”, disse um morador. Outra moradora contou que forças de segurança “acabam tratando todas as pessoas com dureza, como se todos fossem criminosos”.

A defensora pública Gina Moura também compareceu à reunião para apresentar o trabalho da Rede Acolhe, que dá assistência jurídica a familiares de vítimas de violência. “A Defensoria Pública está aqui para fornecer informações, acompanhar processos, acompanhar inquérito policial, fazer encaminhamentos psicossociais para quem sofreu tentativa de homicídio e para os familiares de quem veio a falecer após uma ação violenta. Esse serviço também é encontrado aqui”, esclarece.