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Defensoria atende vítimas de violência pela Rede Acolhe

13 de junho de 2017

A Defensoria Pública do Estado do Ceará iniciou nesta terça-feira (13) as visitas sociais de atendimento da Rede Acolhe, programa que promove a assistência jurídica e psicossocial aos familiares das vítimas de crimes violentos letais intencionais (CVLI), na cidade de Fortaleza. A primeira visita foi realizada aos familiares de uma vítima de violência do bairro Bom Jardim.

O coordenador do programa, Thiago de Holanda, explica que o objetivo é trabalhar com a prevenção primária destas famílias. “Estamos trabalhando a redução dos danos causados pela violência, assim como reiterando a assistência jurídica de forma que possamos acompanhar os processos judiciais. O nível de elucidação, esclarecimento e responsabilização nesses crimes é muito baixo e a Defensoria Pública pode ajudar e, com isso, diretamente prevenir e reduzir homicídios”.

O programa da Defensoria Pública do Estado está integrado ao Núcleo de Apoio ao Preso Provisório e Vítimas de Violência (NUAPP) e trabalha o outro lado da rede de assistência, incluindo a assistência integral da instituição aos familiares de vítimas de homicídio doloso, latrocínio e lesão corporal seguida de morte e as vítimas de tentativa de homicídio.

 

Durante as visitas sociais da Rede Acolhe é o momento em que as famílias são escutadas e as demandas são identificadas e encaminhadas às redes locais, seja os Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), escola, posto de saúde e Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). “O que acontece é que pode haver um agravamento da situação, como, por exemplo, o outro filho sai da escola por ameaça, a mãe começa a tomar medicamentos sem prescrição ou abandona o trabalho. Um crime desta proporção sempre repercute e precisamos estar preparados para lidar com estas situações”, reforça

Após as visitas e formulação de relatórios de atendimento, o coordenador explica que o contato do Acolhe passa a ser contínuo. “Um dos diferenciais da Rede Acolhe é justamente a assistência jurídica e o papel da Defensoria nesse momento. Então, acompanharemos desde o inquérito ou processo da morte do familiar e outras demandas que possam ser encaminhadas via Defensoria Pública, seja de guarda, saúde ou paternidade”.

Serão 146 famílias que passarão por esse acompanhamento realizado pela equipe técnica da Rede, composta pelos defensores do Núcleo de Assistência aos Presos Provisórios e às Vítimas da Violência (NUAPP), Gina Kerly e Delano Benevides, a psicóloga Jéssica Cavalcante e a assistente social Cibelle Dória. Estas famílias foram identificadas após uma pesquisa do Comitê Cearense de Prevenção de Homicídios da Adolescência da Assembleia Legislativa do Ceará, realizada em 2016.