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Defensoria Pública e Associação Parto Normal em Fortaleza realizam reunião sobre violência obstétrica

8 de setembro de 2016

DSC_0821A Defensoria Pública do Ceará recebeu na manhã desta terça-feira (6) a presidente da Associação Parto Normal de Fortaleza (PNF), Priscila Rabelo, para uma reunião sobre violência obstétrica. A reunião ocorreu na sala da Coordenadoria das Defensorias da Capital (CDC) e foi conduzida pelas defensoras Natali Pontes, Silvana Feitoza e Michele Camelo, que tem tratado da questão, tema importante e que tem suscitado debate na sociedade.

A violência obstétrica ocorre com bastante incidência no Brasil, porém é pouco comentada. A presidente da PNF relatou um pouco sobre a agressão e fez um alerta. “O conceito internacional de violência obstétrica define qualquer ato ou intervenção direcionado à mulher grávida, parturiente ou puérpera (que deu à luz recentemente), ou ao seu bebê, praticado sem o consentimento explícito e informado da mulher e/ou em desrespeito à sua autonomia, integridade física e mental, aos seus sentimentos, opções e preferências. Na pesquisa “Mulheres brasileiras e Gênero nos espaços público e privado”, divulgada em 2010 pela Fundação Perseu Abramo, mostrou que uma em cada quatro mulheres sofre algum tipo de violência durante o parto. As mais comuns, segundo o estudo, são gritos, xingamentos, humilhações, procedimentos dolorosos sem consentimento ou informação, intervenções desnecessárias, e até negligência”, explica.

A intenção da Associação é que a Defensoria abrace a temática e auxilie a dar amplitude ao tema. Na reunião, as defensoras públicas presentes definiram que o tema será abordado em novembro, em um grande debate, por ocasião da data sobre violência contra a mulher.