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Defensoria recebe denúncia de caso de homofobia em hipermercado

11 de janeiro de 2018

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A Defensoria Pública realizará neste mês de janeiro, em data a ser confirmada, uma audiência extrajudicial entre uma rede de hipermercados e a professora Tanara Sucupira de Moura, que denunciou, nesta terça-feira (9), ao Núcleo de Direitos Humanos e Ações Coletivas uma agressão sofrida na loja do bairro Parangaba, em Fortaleza.

Ela relatou ao defensor público Hélio Sousa Vasconcelos que no dia 9 de dezembro de 2017 estava no supermercado acompanhada de sua companheira para comprar uma calça. No momento em que se encontrava na fila do caixa um rapaz de nome desconhecido começou a dizer ofensas de cunho homofóbico contra ela e sua companheira por ter visto uma demonstração de carinho entre ambas. Segundo Tanara, ele começou a discutir em voz alta e a ameaçá-la.

Em meio a toda a confusão, a professora pediu ajuda ao segurança do supermercado, que se negou a ligar para a Polícia. Ela conta que também foi ignorada por funcionários do setor de atendimento ao cliente e pelo gerente da loja, que disse, segundo declaração de Tanara, não ter obrigação diante daquela situação que estava acontecendo no interior da loja.

A professora decidiu procurar a Defensoria Pública na tentativa de reparar o dano sofrido com a ofensa e a omissão. “Não tive nenhum auxílio do supermercado. Pelo contrário, encontrei por parte dos funcionários deboche, descaso diante daquela situação de homofobia. Quero uma conciliação para que publiquem uma nota de desculpas e realizem uma campanha contra a homofobia, inclusive treinando melhor seus colaboradores quanto a este assunto”, afirma Tanara.

O defensor público Hélio Sousa Vasconcelos explica que embora o agressor direto não tenha sido o supermercado ele errou ao negar assistência à professora. “Ela era consumidora da loja. Todos ali tomaram parte da situação e nada fizeram. A omissão diante deste vexame sofrido por ela é passível de reparação e é sobre isso que trataremos na audiência extrajudicial. É importante que as empresas preparem melhor seus funcionários para os novos conceitos de família que existem hoje e que se solidarizem em casos como este vivido pela Tanara e por sua companheira”, comenta o defensor público.