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Jovens do Abrigo Tia Júlia recebem registros de nascimento

14 de junho de 2019

Jovens do editada defAbrigo Tia Júlia ganharam a oportunidade de obter seu registro de nascimento. O que parece simples pra eles ganhou um significado especial, já que chamados de modo informal pelo primeiro nome, que ganharam na unidade, eles não possuíam registro e afirmam que chegavam a sofrer constrangimentos em atendimentos em hospitais ou na chamada escolar, por exemplo.

Nesta quarta-feira (12), por intermédio da Defensoria Pública, ocorreu a entrega da certidão de nascimento com nome e sobrenome para os quatro e estiveram presentes no momento a coordenadora do psicossocial, Andreya Arruda, e a assistente social Luciana Carvalho, ambas da Defensoria, e a secretária da secretária de Proteção Social, Justiça, Mulheres e Direitos Humanos (SPS), Socorro França. Agora, além de registrados, eles possuem sobrenomes que são os escolhidos por eles mesmos.

A assistente social Iraneide Soares comenta que o abrigo buscou o Núcleo deIMG_1079 Defesa dos Direitos da Infância e da Juventude (Nadij) da Defensoria Pública para que o problema com os registros fossem solucionados. “Foi muito bom receber o apoio, tanto das defensoras públicas, quanto da equipe de psicossocial da Defensoria.” destaca. Após conversas, os quatro jovens vieram ao Núcleo de Petição Inicial da Defensoria Pública, para que se concretizasse pedido e tivessem garantido o direito a um sobrenome.

A defensora pública Denise Menezes, que acompanhou o caso, explica a importância do registro para o pleno exercício da cidadania. “O documento é a prova de existência de uma pessoa e garante a ela direitos fundamentais, assim como pode dificultar o acesso aos serviços públicos e programas sociais”, diz a defensora. Além da importância social, o registro tem um significado especial para os jovens abrigados. “Eles escolheram os sobrenomes que tem significado por serem oriundos das pessoas especiais do abrigo, e isso torna a efetivação do registro ainda mais significativa”.

Para a secretária de Proteção Social, Justiça, Mulheres e Direitos Humanos (SPS), Socorro França, a partir de agora, os quatro jovens vão poder ter acesso aos seus direitos. “A meta é que nenhum acolhido fique sem a documentação básica, portanto este momento é de muita alegria”, comenta.