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Moradores do Passaré buscam regularização fundiária na Defensoria em Movimento

13 de setembro de 2018

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Aos 45 anos, Francisca Cláudia já não aguenta mais viver na insegurança de ficar sem o papel da casa. Em 2011, a dona de casa comprou um imóvel no Passaré, em Fortaleza, mas só recebeu um recibo. Mas a passagem da Defensoria em Movimento pelo bairro, desde o último dia 11, ajudou no que ela mais queria: regularizar a situação. “Moro com mais oito pessoas, entre filhos e netos. Não quero mais ficar sem documento que prove para todo mundo que a casa é nossa. Quando eu soube da Defensoria aqui pertinho de casa, não perdi tempo e vim logo”, diz Francisca.

Assim como a dona de casa, o auxiliar de serviços gerais João Roberto, 39, também buscava informações sobre como ter o documento da casa onde vive há quatro anos. “Comprei de um amigo e ficou por isso. A minha esposa ficou dizendo pra gente ir atrás, mas nunca tínhamos tempo. Hoje foi mais fácil, moro aqui perto e assim que cheguei do trabalho, corri para a fila pegar a senha”.

IMG_8035A regularização fundiária foi a maior demanda recebida nesta quarta-feira (12), no segundo dia de atendimentos da Defensoria em Movimento, no bairro Passaré. A ação continua no bairro até esta quinta-feira (13), das 13h às 17h, na Rua das Aroeiras, 940 (em frente à Associação Ama Doce).

Segundo a defensora pública e assessora de Relacionamento Institucional da Defensoria, Amélia Soares da Rocha, a questão de moradia é muito recorrente ao longo do projeto pelas localidades. “É algo que nós sempre soubemos que era importante, mas isso fica muito mais latente com a experiência da Defensoria em Movimento. Todo mundo precisa de endereço, a partir dele várias portas se abrem. É o seu lugar no mundo, de uma forma ou de outra, daí a importância desse tema”, explica Amélia.

A defensora pública Michele Camelo também recebeu assistidos com esta e outras demandas, como divórcio, guarda, pensão e retificação de registro de nascimento. “São pessoas que sofrem com a negação de direitos. Nós nos deparamos com muita vulnerabilidade e o projeto vem para tentar suprir isso, tentamos melhorar um pouco a realidade ou pelo menos dar encaminhamentos”.

IMG_8058Kely Anne Queiroz, 29 anos, busca corrigir o próprio nome no registro de nascimento da filha de oito anos. No documento está escrito “Kelyanne”. O erro, que parece simples, já atrapalhou a diarista em alguns momentos e, segundo ela, já passou da hora de resolver. “Procurei um cartório e me disseram que custaria 200 reais para corrigir. Não tenho como pagar. Uma amiga me falou da Defensoria Pública. Tenho certeza que conseguirei essa correção na justiça. Não quero que minha filha se prejudique no futuro”, contou a mãe.

Criada em novembro de 2017, a Defensoria em Movimento já beneficiou mais de 12 mil pessoas em localidades da capital e do interior do Estado. O projeto atende a uma reivindicação da sociedade no Orçamento Participativo da Defensoria Pública do Ceará. Ainda neste mês, estão programadas passagens pelos bairros Siqueira e Praia de Iracema.

Serviço

Defensoria em Movimento no bairro Passaré
Quando: terça (11) até quinta-feira (13)
Local: Rua das Aroeiras, 940 (em frente à Associação Ama Doce)
Horário: 13h às 17h