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No Dia do Estagiário da Defensoria, conheça dicas para aprender mais na instituição

8 de abril de 2019

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A presença de estagiários oxigena as equipes, representa mais frescor, jovialidade e, principalmente, perspectivas à instituição. Afinal, o estagiário de hoje pode ser o defensor ou o colaborador/servidor de amanhã, e espera-se que ele esteja preparado para enfrentar com criatividade e competência os avanços da Defensoria. Assim, desde 2009, a Defensoria Pública do Estado do Ceará comemora os seus estagiários com intuito de valorizar e reconhecer aqueles que se dividem entre estágio e estudos. A Resolução nº 028/2009 do Conselho Superior (Consup) instituiu o dia 08 de abril como Dia do Estagiário da Defensoria.

O estágio é o momento que o estudante – principalmente o universitário – conhece a profissão escolhida, se familiariza com a rotina de demandas e absorve os ensinamentos que a prática proporciona. Além disso, a Defensoria tem um diferencial, como explica defensora geral, Mariana Lobo. “Somos uma instituição social, com uma nobre missão de positivizar e efetivar os direitos aos mais vulneráveis. A Defensoria é esta instituição humana e humanizada, que melhora o aprendizado e a visão de mundo de todos que pode aqui passam”, garante.

E esta é a história de muitos que aqui passaram. O defensor público Raphael Esmeraldo foi estagiário da Defensoria. Ele relembra sua experiência como voluntário, em meio a lutas para não relaxar nos estudos e superar as inseguranças. “Comecei capenga, mas fui sendo estimulado a estudar, aprender. Eu vibrava feito criança! Um grande presente foi o apoio da defensora Ana Cristina Teixeira Barreto, que corrigia das minhas vírgulas até minhas pesquisas, assim como Renan Cajazeiras e Amélia Rocha. No meu caso, o estágio foi fundamental para acreditar que poderia ser um bom profissional e sigo até hoje estudando e tentando melhorar”, diz.

Além dele, outros muitos defensores prosseguiram na carreira, após a experiência de estagiário na instituição. Para a defensora Samia Costa, hoje assessora de relacionamento institucional, estagiar na Defensoria foi uma escola. “Aqui aprendi sobre motivação e sobre não esmorecer diante das dificuldades, sobre a transformação social que a Defensoria faz diariamente na vida das pessoas mais carentes do Estado. Tive a oportunidade de conhecer a instituição e me apaixonar pela carreira que depois escolhi para mim. É uma excelente oportunidade para estudantes de Direito, tanto no aspecto de aprendizado de conteúdo e prática forense, como na formação pessoal”, disse.

A Defensoria está aberta também para outras áreas do conhecimento de atuação. Quem já se dedica há algum tempo a Defensoria é Luan Igor. Com apenas 20 anos, o estudante começou suas atividades pelo programa Primeiro Passo e mostrou que era capaz de conquistar uma vaga nos quadros da instituição. Sua dedicação o levou a integrar o quadro de colaboradores de atendimento da Defensoria Pública atuando no Núcleo Central de Atendimento (NCA). “Sem dúvidas o estágio é um momento que deve ser bastante aproveitado. É a fase de tirar dúvidas, fazer perguntas e correr atrás mesmo. Sempre tive a expectativa de conseguir ser contratado e graças a Deus aconteceu”, afirmou ele, que está empenhado nestes 4 meses.

Para ex-estagiários que passaram pela Defensoria em sua vida acadêmica, manter-se nos quadros é uma satisfação. Para Evelyn Barreto, hoje jornalista da assessoria de comunicação, a Defensoria abriu portas e janelas. “Entrei na Defensoria em 2015 e, com o estágio, pude aprender o real sentido de fazer comunicação com propósitos. Ter a oportunidade de continuar na instituição faz com que eu me fortaleça e me aprimore profissionalmente todos os dias, e é satisfatório trabalhar com pautas humanitárias que viabilizam o acesso à justiça a tanta gente e ver isso de perto”, diz.

Núcleo de Estágio – Atualmente a Defensoria Pública conta com o trabalho de 271 estagiários entre bolsistas e voluntários, além de 65 jovens inscritos no Programa Primeiros Passos, que dá oportunidade a estudantes de nível médio de escolas públicas do Estado. Para estagiar, é necessário participar de seleções que são divulgadas – em diversos meios – em forma de editais. Nela, estão contidas as ‘regras’ daquela vaga, local, carga-horária, dentro dos limites legais e mais uma série de requisitos. Como informa a supervisora do Núcleo de Estágio, Andrea Rebouças.“Temos um Núcleo de Estágio, que gerencia mais de 250 estagiários de várias áreas de conhecimento. Entendemos da importância desta formação complementar para o estudante, permitindo a este vivenciar diariamente a rotina da Defensoria Pública. Estagiar é perceber quão importante é essa qualificação para a formação profissional e pessoal que perpassa pelo cuidado consigo e com o outro”, explica.

O Núcleo de Estágio lista os deveres e direitos dos estagiários, acompanha diuturnamente o desenvolvimento de suas atividades e monitora a produtividade, por meio de relatórios mensais. “O compromisso e dedicação são as características mais importante para um bom estagiário”, lista ela. “Além dessas qualidades, é importante pontualidade, empenho, proatividade e empatia”. Os estágios remunerados são pagos mensalmente – uma bolsa de R$ 875,00 reais, com seguro, auxílio transporte e podem ter duração de até 2 anos. Todos têm expediente diário de até 4h com direito a jornada reduzida em épocas de prova.

Santo de casa: conheça dois dos nossos mais de 270 estagiários – Na correria de final de curso, Luís Felipe Farias Freitas, 23 anos,  estudante de direito, está há oito meses na Defensoria. No Núcleo de Defesa da Saúde (Nudesa), ele acha o momento ímpar de vivência profissional. “O estágio é a primeira experiência profissional que tenho e para um bom aproveitamento, acredito que o estagiário deve desenvolver suas atividades com empenho e criatividade, buscando sempre o auxílio do defensor público, pesquisando e se mantendo atualizado sobre as matérias que lida diariamente para fugir dos rótulos e desenvolver um trabalho diferenciado”. Luís fala da importância de cuidar do relacionamento interpessoal. “Cultivar um  relacionamento ético e responsável com o seu supervisor é essencial e isso se dar através de um trabalho em conjunto, com diálogos, questionamentos e respeito”, destaca o estudante.

No caso do Pedro Emanuel Pinheiro Freire, lotado no Núcleo Central de Atendimento e Petição Inicial desde janeiro, o estágio na Defensoria Pública possibilitou um olhar diferenciado, vencendo a superficialidade, já que possibilita o trato direto com o assistido. “Estou quase finalizando a faculdade e sem dúvidas a possibilidade de estagiar junto à instituição agregou muito valor a minha formação como profissional, estimulando a busca por um atendimento humanístico e responsável,   com disciplina e entendimento dos limites. O ritmo de ter que pesquisar jurisprudências, buscar compreender a situação ali exposta e pensar sobre a matéria que será abordada, nos condiciona ao aprimoramento constante”, pontua.