Principal > Notícia > Pais, mães e filhos são acolhidos na Defensoria em processos de divórcios

Pais, mães e filhos são acolhidos na Defensoria em processos de divórcios

23 de agosto de 2019

WhatsApp Image 2019-08-22 at 5.07.18 PMQuinze famílias – entre pais, mães e filhos – estiveram na manhã da última quinta-feira (22 de agosto), no Núcleo Descentralizado do Mucuripe, para participar da Oficina de Pais e Filhos. Com metodologia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a prática é direcionada às famílias que enfrentam a fase de reestruturação familiar, motivada pelo divórcio ou dissolução da união estável. Essa foi a primeira vez que a Oficina aconteceu no Núcleo.
Para a defensora pública Michele Alencar, supervisora do Defensoria pela Paz (DePaz), a Oficina foi bem proveitosa e foram trabalhados temas como os efeitos psicológicos da separação de pais em crianças e jovens, alienação parental, como lidar com a dor e como separá-la da relação com os filhos. “Foi um momento muito tocante, nós trabalhamos com poesias e musicoterapia, os pais cantaram junto com seus filhos. Um dos pais que estavam presente relatou, durante os debates, os sintomas do filho, que nos remeteu a possíveis sintomas de crise de ansiedade, e já marcamos imediatamente um acompanhamento”, relata a defensora. A defensora destacou ainda o apoio da equipe do setor de Psicossocial da Defensoria Pública na ação, que, em formas de desenhos, fez uma atividade para que as crianças e jovens pudessem se expressar. “Os presentes ficaram muito gratos por poderem ter esse momento juntos com seus filhos”, conta a defensora.
“Em momentos assim, procuramos atender a todos os membros do núcleo familiar. Os pais precisam de uma orientação para que se fortaleçam e também possam ajudar os filhos nessa nova etapa da vida. Já os filhos, sejam as crianças ou adolescentes, merecem um local seguro e um acolhimento especial, onde possam explorar seus sentimentos e adquirir estratégias para se adaptarem à essa nova realidade”, pontua a psicóloga e coordenação do setor de Psicossocial da Defensoria Pública do Estado do Ceará, Andreya Arruda.