A divisão injusta do trabalho do cuidado e o sofrimento invisível de quem cuida

Dados preliminares de uma pesquisa realizada em Fortaleza apontam que as mulheres dedicam mais de 10 horas diárias ao cuidado de crianças, idosos e pessoas com deficiência. Elas enfrentam sobrecarga física e emocional e sofrem com a falta de apoio das instituições. Segundo a defensora pública Rayssa Cristina Santiago, é preciso combater a ideia da vocação feminina para o cuidado. “O combate a essa violência, ele pode ser feito através desse letramento, dessa educação de direitos e desse trabalho diário de pensar e repensar o nosso papel na sociedade, como que a gente pode transformar, como pequenas ações de feminismo de fortalecimento das mulheres em cadeia pode transformar isso”.