Quando o cuidado vira caso de Justiça: a sobrecarga feminina que bate à porta da Defensoria

Entre o que se vive em casa e o que se reconhece como direito, entra a atuação da Defensoria Pública do Estado do Ceará. Nos atendimentos, o esforço é fazer com que o cuidado deixe de ser tratado como obrigação natural e passe a ser considerado nas decisões. “A gente tenta demonstrar que o cuidado também tem um custo. Quando uma mulher assume sozinha essa responsabilidade, ela perde tempo, oportunidade de renda e de qualificação. Então isso precisa ser considerado nas decisões”, explica a defensora pública Priscilla Holanda.