
Bebês, crianças e adolescentes ganham presentes do Papai Noel na campanha “Natal Solidário para os Acolhimentos”
Aos 13 anos, Luiz Gabriel sonhava um dia levar no peito o brasão do Real Madrid. Em cinco linhas endereçadas ao Papai Noel, ele revelou o desejo de ganhar uma camisa do time de futebol espanhol. Por já ter uma verde, queria na cor preta. Mas não escreveu esse “detalhe” na cartinha que enviou ao “Natal Solidário para os Acolhimentos”, campanha de apadrinhamento/ amadrinhamento da Defensoria Pública do Ceará (DPCE) para crianças e adolescentes acolhidos/as em abrigos.
O padrinho do garoto, então, parece ter adivinhado. Mandou justo o modelo preto. E, assim, fez do adolescente um dos mais felizes dentre os meninos e meninas que hoje receberam os mimos do bom velhinho. No auditório da DPCE, ele desfilava com a camisa. E exibia, orgulhoso, o esquadrão europeu. “Eu vim usando uma verde. Vim usando ela. Mas queria muito uma preta. Muito mesmo. Como ganhei essa aqui, já fiz foi dar a outra pra um amigo. Achei só o filé o presente porque ganhei exatamente o que eu pedi! Mas também é bom sair de vez em quando pra eventos como esse”, comemorou.
Com 17 anos, José Paulo ganhou pela primeira vez um presente de Natal estando em uma unidade de acolhimento. Assim como Luiz Gabriel, o jovem recebeu o que pediu na cartinha que escreveu para a campanha da Defensoria. Estava feliz com o tênis novo. “Achei ótimo, muito bom, maravilhoso. Só tenho a agradecer. Natal não é só ganhar presente; é o renascer de Jesus, nascendo pra gente”, descreveu.
Na sua sétima edição, o Natal Solidário para os Acolhimentos beneficiou garotas e garotos que vivem em abrigos de Fortaleza. Esse foi o ano com maior quantidade de cartas para adoção da história da campanha. Em relação ao ano passado, quando 208 pedidos foram disponibilizados à adoção, o aumento foi de quase 70%, chegando a mais de 350 pedidos. A supervisora do Nadij, Jaqueline Torres, comemoro o resultado. “Essa campanha é muito importante para os acolhidos, pois permite renascer neles a esperança de um tempo presente, mais alegre e acolhedor. Assim, agradecemos cada padrinho e madrinhas por se esforçar para tornar este momento tão especial”, disse.
“A gente presenciou hoje mais do que a entrega de presentes. Foi uma demonstração de esperança; um pedido pra que esses meninos e meninas não deixem de sonhar. É importante essa mensagem ser passada com ainda mais força nesta época do ano, que costuma deixar muita gente mais sensível e, às vezes, sem perspectiva. Nós tentamos levar alegria pra eles, pra que todos tenham da Defensoria as melhores memórias e cultivem a partir daqui o que de melhor desejam pra eles mesmos”, afirmou a subdefensora geral Sâmia Farias.