Câmara de Fortaleza celebra atuação da Defensoria Pública em sessão solene pelos direitos da população vulnerável
TEXTO: DEBORAH DUARTE
FOTOS: ZÉ ROSA FILHO
A Câmara Municipal de Fortaleza realizou, na noite desta quarta-feira (20), uma sessão solene em homenagem ao Dia da Defensora e do Defensor Público, celebrado em 19 de maio. A cerimônia, realizada no Plenário Fausto Arruda, reconheceu a atuação da Defensoria Pública do Estado do Ceará na promoção do acesso à Justiça e na defesa dos direitos da população em situação de vulnerabilidade. A iniciativa foi proposta pela vereadora Adriana Gerônimo (PSOL), por meio do requerimento nº 384/2026.
Compuseram a mesa da solenidade a vereadora Adriana Gerônimo, que presidiu a sessão, e o subdefensor público geral do Estado do Ceará, Leandro Bessa. Também estiveram presentes a ouvidora-geral externa da Defensoria Pública do Ceará, Joyce Ramos; o defensor público José Lino Fonteles da Silveira; e as defensoras públicas Maria Liduina Freitas da Silva, Lara Teles Fernandes e Daniela Melgaço Veloso.

Durante seu pronunciamento, Adriana Gerônimo ressaltou a importância da instituição na transformação de vidas e compartilhou sua relação de proximidade com a Defensoria Pública. “Acompanhei de perto o crescimento da Defensoria e me encantei com sua capacidade de transformar realidades. Projetos como o Transforma mostram como é possível promover cidadania e dignidade, especialmente para a população trans, garantindo direitos básicos e acesso efetivo às políticas públicas”, destacou.
O subdefensor público geral, Leandro Bessa, reforçou o compromisso da instituição com a garantia de direitos e o atendimento gratuito e qualificado à população cearense. Atualmente, a Defensoria Pública do Ceará soma mais de 2 milhões de atuações e está presente em 107 municípios, contando com 377 defensoras e defensores públicos.
“Confesso que números, sozinhos, não contam essa história. Porque a verdadeira dimensão da Defensoria não cabe em relatórios. A Defensoria tem como missão enfrentar o maior problema histórico do Brasil: a profunda desigualdade. Por isso, nossa atuação também é um exercício permanente de esperança. Não uma esperança passiva, mas uma esperança como verbo de ação, que se move em direção ao outro. É justamente por isso que esta homenagem possui um valor tão simbólico. A Defensoria Pública é lugar de vocações genuínas e de um serviço público que não pode se dar ao luxo de desistir”, afirmou.
Representando os defensores e defensoras homenageados, a defensora pública Lara Teles Fernandes destacou o papel humano da instituição diante dos desafios sociais contemporâneos.
“A nossa legitimidade nasce da escuta ativa. Em uma era marcada pela artificialidade da inteligência, o que nos diferencia do algoritmo é a empatia e a capacidade de transformá-la em tese jurídica capaz de mudar vidas. É uma atuação que vai muito além da letra fria da lei: impede Maria de perder sua casa, auxilia José a conseguir o medicamento que lhe devolve o sopro de vida e liberta inocentes do cárcere”, declarou.
Defensoras e defensores públicos homenageados na sessão solene
* Lara Teles Fernandes
* Maria Liduina Freitas da Silva
* Leila Maria Carvalho Costa
* Taiane Ferreira Peixoto
* Daniela Melgaço Veloso
* Muniz Augusto Freire Araújo Evaristo
* Alan José Couto de Morais
* Victor Matos Montenegro
* Liana Lisboa Correia
* Mayara dos Santos Rodrigues Mendes
* Pâmela Copetti Ghisleni
* Hilda Cela de Arruda Maia
* Francisco Daniel Damasceno de Costa e Silva
* José Lino Fonteles da Silveira

































































