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Criança recebe o primeiro transplante de fígado graças a atuação do GT da DPCE

Criança recebe o primeiro transplante de fígado graças a atuação do GT da DPCE

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Uma criança de 5 anos de Ubajara foi a primeira paciente a receber um transplante pediátrico de fígado com doador vivo realizado no Ceará na sexta-feira (23). A ação médica vinha tratar uma uma doença genética grave que apresenta alto volume abdominal, devido a uma cirrose com mal funcionamento do órgão. 

Para tal cirurgia, foram necessárias duas equipes médicas simultâneas, já que o doador – e enfermeira de 30 anos – doou 20% de seu órgão em funcionamento para a criança. Além disso, foi preciso uma autorização judicial para tal procedimento.

Isso porque a doadora era prima da criança e em se tratando de tal parentesco é considerado parente de quarto grau, segundo a lei brasileira. Isso porque tem-se quatro pessoas até chegar neles: nós, os pais (primeiro grau), avós (segundo grau), tios (terceiro grau) e os primos (quarto grau). Daí, é preciso uma resposta positiva do poder judiciário. 

A ação foi acionada pelo próprio médico que realizaria o transplante, que, ao expor o problema, acionou o Grupo de Trabalho dos Transplantes da Defensoria, onde defensoras e defensores públicos revezam-se de forma voluntária para atender as demandas geradas nesta área. Em caráter de sobreaviso, eles ficam de plantão para atendimentos de urgência que envolvem a vida de pacientes que estão na fila à espera da doação de órgãos.

O defensor público Régis Gonçalves Pinheiro é um dos que integram este GT e estava a serviço do GT. “Recebi uma ligação do próprio médico, que é uma das referências aqui no Ceará deste tipo de transplante, e que já realizou mais de 2.000 transplantes deste tipo. Dei entrada no sábado mesmo e foi deferido no mesmo dia, sendo o primeiro transplante de vivo intervivos com criança no Estado do Ceará”, explica.  Para ele, o trabalho é uma prestação de serviço que gera muita alegria. “É um trabalho da Defensoria Pública que literalmente salva vidas. E a sociedade cearense pode contar com esse grupo de trabalho todos os dias do ano, vinte e quatro horas”, afirma.

GT Transplantes – A Defensoria é uma das instituições que colaboraram com a história da Central de Transplantes e contribui para consolidar a posição de destaque do Ceará no Sistema Nacional de Transplantes (SNT). Para isso possui um grupo de trabalho de transplantes, atualmente com sete defensores públicos. Eles ficam de sobreaviso para o recebimento de chamadas da Central dos Transplantes, estando à disposição por 24 horas.

Integram o GT os defensores Ticiana Pinheiro Cavalcante, Carlos Levi Costa Pessoa, José Valente Neto, Marcio Maranhão, Samuel Araújo Marques, Alessandra Freitas, Aline Pinho, Emília Nobre, Suzana Pompeu, Régis Gonçalves Pinheiro, Sulamita Alves Teixeira e Marly Anne Ojaime Cavalcante. Eles revezam-se por uma semana para receber as ligações dos hospitais, quando ocorre algum problema jurídico.