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No início do quarto julgamento da Chacina, Defensoria se une às Mães do Curió em vigília

No início do quarto julgamento da Chacina, Defensoria se une às Mães do Curió em vigília

Publicado em
TEXTO: BIANCA FELIPPSEN
ARTE: VALDIR MARTE/DIOGO BRAGA

A Defensoria Pública do Estado do Ceará esteve presente na vigília realizada pelas Mães do Curió em frente ao Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza na segunda-feira (25). O ato marcou a  luta por memória, justiça e reparação, às vésperas da retomada dos julgamentos da Chacina do Curió, tragédia que vitimou 11 pessoas e deixou outras sete sobreviventes, em novembro de 2015. O ato reuniu defensores, movimentos sociais, parlamentares e a sociedade civil para uma ação simbólica por memória e justiça.

Durante a vigília, mães e familiares ergueram cartazes com as fotos dos filhos e parentes, lembrando que, quase dez anos depois, a luta continua. Para a defensora geral do Estado, Sâmia Farias, a presença da Defensoria no ato reafirma o compromisso institucional de garantir que nenhuma vida perdida seja esquecida. “Estar ao lado das Mães do Curió é reafirmar a missão da Defensoria: transformar dor em justiça e garantir que a memória das vítimas ecoe dentro e fora do Tribunal do Júri”, afirmou. Dois defensores públicos atuam como assistência de acusação no Juri, enquanto a Rede Acolhe faz atendimento e assistências à mães, familiares e testemunhas do caso. “Essa atuação garante que as vozes atingidas pela violência sejam ouvidas e consideradas no desfecho judicial. Essa atuação fortalece os vínculos com a sociedade e enriquece ainda mais as instituições do sistema de justiça”, acrescenta o subdefensor Leandro Bessa, que compareceu ao ato, além da ouvidora Joyce Ramos e das defensoras Lia Felismino e Elizabeth Chagas.

Uma rede de proteção de direitos se estabeleceu para auxiliar nesta busca por justiça, reparação e direitos. Desde 2016, a Defensoria acompanha de perto a caminhada dessas famílias, oferecendo não apenas defesa técnica, mas também acolhimento psicossocial e apoio na mobilização por direitos. A instituição ajuizou ação coletiva de memória e reparação em 2019, atua como assistente de acusação nos processos criminais e mantém, desde 2017, a Rede Acolhe, programa pioneiro de apoio integral a vítimas e familiares de crimes violentos.

O julgamento da Chacina teve início no dia 25 de agosto de 2025, quando sete policiais militares sentarão no banco dos réus. No total, 10 acusados deverão ser julgados em duas sessões marcadas para agosto e setembro. Para as famílias, cada novo júri é também um ato de resistência, no qual a presença da Defensoria busca assegurar que suas vozes sejam ouvidas.