Defensoria do Ceará é finalista do Prêmio Vladimir Herzog com artes da Série sobre Racismo Ambiental
Tetxo: Bianca Felippsen
Arte: diogo Braga
Pela primeira vez, uma Defensoria Pública é finalista do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos. O reconhecimento ocorre com a indicação da série de ilustrações do designer e ilustrador Diogo Braga, que concorre na categoria Arte. As obras acompanham o especial sobre Racismo Ambiental, conjunto de reportagens que integra o projeto Defensoria Verde. O Prêmio Vladimir Herzog homenageia jornalistas, repórteres fotográficos e artistas do traço que, por meio de seus trabalhos cotidianos, defendem a democracia, a paz, a justiça e os direitos humanos. O projeto “Racismo Ambiental: A outra emergência” da Defensoria do Ceará concorre com a arte “Filhos de Gaza” e “Vozes (In)Visíveis: relatos de resistência LBT em Campo Grande (MS)”.
A série reúne sete reportagens e entrevistas especiais que abordam (as) vulnerabilidades dos corpos, territórios e da vida de quem está à margem, refletindo sobre desigualdades e apontando caminhos de justiça e direitos. O racismo ambiental é uma emergência cotidiana e estrutural, dar luz ao tema é também falar sobre o trabalho da Defensoria Pública.
A série foi ao ar entre os dias 19 e 26 de maio de 2025, em alusão à campanha nacional “Justiça Ambiental é Justiça Social”, promovida pela Anadep e pelo Condege. No Ceará, a iniciativa integra o projeto Defensoria Verde: presente, sustentável e universal, que mobiliza ações ao longo de todo o ano de 2025 e reafirma o compromisso institucional com a proteção do meio ambiente, dos territórios tradicionais e das populações historicamente marginalizadas.
“O racismo ambiental não é sobre desigualdade e pobreza, mas sobre uma decisão histórica que nega dignidade e direitos onde há cor, etnia e gênero. A Secretaria de Comunicação da Defensoria reuniu uma série de especialistas, defensores, pesquisadores e gestores em um esforço para que cada matéria lançasse luz a um aspecto dessa realidade silenciada, revelando suas raízes, rostos e territórios. O esforço da arte é traduzir esta multiplicidade de temas e pessoas em um trabalho artístico que desse forma a este conteúdo ”, explica a secretária de Comunicação da Defensoria do Ceará, Bianca Felippsen.
Para o projeto, o designer e ilustrador Diogo Braga pensou na aquarela e nas pessoas para dar rosto ao projeto. “A ideia foi trazer para a frente do projeto os territórios e as pessoas que costumam ser invisibilizadas, dando rosto, cor e textura a uma pauta que muitas vezes fica restrita a números e relatórios. Foi um exercício de traduzir em arte o que já grita nos corpos e nas margens. Um trabalho que dialoga com minha luta pessoal de sustentabilidade e de respeito ao meio ambiente”, disse o finalista Diogo Braga.
