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Defensoria reúne-se com Anistia e Mães do Curió para definir novo GT que vai atuar no júri da chacina

Defensoria reúne-se com Anistia e Mães do Curió para definir novo GT que vai atuar no júri da chacina

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Representantes da Anistia Brasil e do movimento Mães do Curió reuniram-se com a Defensoria para discutir estratégias de atuação no júri da chacina, ocorrida em 2015 na Grande Messejana, periferia de Fortaleza. O julgamento de oito dos 34 acusados deve acontecer em junho deste ano. No crime, 11 pessoas foram assassinadas e outras sete ficaram feridas. A defensora geral do Ceará, Elizabeth Chagas e a assessora de relacionamento institucional da DPU, Lia Felismino, receberam o grupo em uma reunião online.

A Defensoria está preparando uma portaria para designar um novo Grupo de Trabalho para acompanhar de perto questões referentes ao caso. “Será um reforço para trabalhar estratégias em conjunto. Estamos tendo todo o cuidado e compromisso, e acompanhado as ocorrências”, acrescentou. “Os processos da Chacina do Curió têm milhares de páginas e nós temos nos debruçado sobre elas. Tem que ser assim porque não é um processo fácil”, acrescentou o coordenador da Rede Acolhe, sociólogo Thiago de Holanda, que acompanha o caso desde o início.

A DPCE está habilitada no processo como assistente de acusação e atuará, em parceria com o Ministério Público do Estado (MPCE). “Nós estamos reforçando essa atuação e deslocamos mais uma defensora para atuar junto a Rede Acolhe, que é onde os processos da Chacina do Curió estão sendo acompanhados”, afirmou a defensora geral.

Representante do movimento Mães do Curió, Edna Carla teve o filho morto na Chacina e propôs um estreitamento ainda maior da relação da Defensoria com as famílias das vítimas nesta reta final, quando acontece o primeiro julgamento. “Eu tô muito confiante de que vamos sair vitoriosas, mas não descarto o meu temor, porque a gente sabe como as coisas são. Com a Defensoria, a gente se sente segura. Se essa justiça vier, não vão ser só as mães das vítimas que vão ganhar. É todo mundo! Vai ser um alento, porque hoje algumas não vivem. Elas sobrevivem”, testemunhou.

O plano de proteção e ação foi elogiado pelo Centro de Defesa da Criança e do Adolescente (Cedeca). “Esse compromisso público assumido pela Defensoria é muito importante, porque os casos de violência só crescem no Ceará e a Rede Acolhe não lida só com violência policial. Então, a responsabilização dos envolvidos na Chacina do Curió seria emblemática”, afirmou a coordenadora-geral do Cedeca, Mara Carneiro.

Em abril, uma comitiva da Anistia Brasil virá ao Ceará. A entidade vai debater estratégias de atuação para o júri da Chacina do Curió. “É muito importante pra gente fazer essa incidência no Ceará, porque as mães estão gritando que querem justiça e não impunidade”, afirmou a diretora da Anistia, Alexandra Montgomery.