Posso ajudar?
Posso ajudar?

Site da Defensoria Pública do Estado do Ceará

conteúdo

Força-tarefa da Defensoria garante dignidade, escuta e acesso a direitos para pessoas idosas

Força-tarefa da Defensoria garante dignidade, escuta e acesso a direitos para pessoas idosas

Publicado em
 Texto e Fotos: Camylla Evellyn

A Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE), por meio do Núcleo Especializado de Atendimento à Pessoa Idosa, localizado em Fortaleza, realizou nos dias 30 de janeiro e 5 de fevereiro mais um mutirão de atendimentos para pessoas idosas. O objetivo foi desafogar demandas, melhorando o fluxo de ações. A força-tarefa assegurou o atendimento prioritário para 60 assistidos.

No segundo dia de atendimento, a dona de casa Maria José, de 65 anos, chegou à Defensoria para retificar a certidão de casamento. “Vivi 28 anos com meu companheiro, mas decidimos casar em 2021. O problema é que a certidão de casamento veio com o nome da minha mãe errado. Ao invés de “Albertina”, colocaram “Albertino”. Então, quando fui solicitar minha aposentadoria, não consegui. Minha identidade também está errada. Fui no cartório quando percebi o erro, mas eles cobraram um valor muito alto para fazer a alteração. Por isso decidi vir à Defensoria, pois não tenho nenhuma renda. É só uma letra diferente, mas que atrapalhou bastante meus planos de aposentadoria”, relata.

Já o inspetor de saneamento Jorge Reis, de 59 anos, veio representando a mãe, 92 anos, para requerer o usucapião da terra onde ela mora há anos. “Minha mãe tem Alzheimer, então vim como representante dela. Estou aqui porque ela mora há mais de 60 anos no mesmo lugar. O terreno fica no bairro Vila União. Lá, ela criou eu e meus irmãos. Queremos regularizar a posse para que não haja problemas depois”, diz.

O defensor público Kelsen Gonçalves da Silva, que atuou no segundo dia de ação, explica o propósito do mutirão. “A importância de um mutirão como esse é justamente tentar dar uma efetividade às ações do Núcleo do Idoso no sentido de desafogar esse momento inicial, que é quando o assistido chega e mostra sua dor, seu problema. E é nesse primeiro momento que é analisado se a demanda vai ser resolvida de forma judicial ou extrajudicial. Mas o foco primordial do mutirão é conseguir dar vazão a essa alta demanda por parte dos idosos, e não deixar ninguém sem uma resposta”, afirma o defensor.

Participaram da força-tarefa de atendimentos para pessoas idosas os defensores Jorge Bheron Rocha, Paulo César Oliveira do Carmo, Juliana de Azevedo Neri, Kelsen Gonçalves da Silva, Régis Gonçalves Pinheiro e Nathália de Riccio Santos.