Última audiência do Orçamento Participativo será realizada nesta quinta-feira (21) em Maracanaú
Texto: Clara de Assis, estagiária sob supervisão
Arte: Diogo Braga
Depois de cinco audiências, a etapa de escuta do Orçamento Participativo chega ao fim nesta quinta-feira (21), reunindo a sociedade civil em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza. O projeto tem o propósito de ouvir a população, especialmente as mais vulneráveis, sobre ideias, necessidades e projetos para pôr em prática no ano seguinte. O encontro será no auditório da UniNassau (av. Yolanda Pontes Vidal Queiroz, 101 – Bairro Jereissati I), das 8h às 12h.
Em 2026, o Orçamento Participativo chegou a sua 11a edição e passou pelas cidades de Sobral, Quixeramobim, Nova Russas, Morada Nova e Crato, atendendo diferentes regiões do Ceará e reunindo mais de 300 pessoas, incluindo representantes de movimentos sociais, lideranças comunitárias, usuários dos serviços da Defensoria Pública e a população em geral. Ao longo das audiências, demandas relacionadas à moradia, saúde, educação, atendimento jurídico, acessibilidade e fortalecimento da atuação da instituição estiveram entre os principais temas debatidos.
Para a defensora pública e assessora de relacionamento institucional da DPCE, Camila Vieira, o Orçamento Participativo fortalece a construção coletiva da Defensoria Pública junto à população cearense. “As audiências são espaços fundamentais de escuta e diálogo direto com a sociedade. A partir delas, conseguimos compreender melhor as necessidades de cada território e pensar ações mais efetivas, democráticas e alinhadas à realidade das pessoas que mais precisam da Defensoria”, destaca.
Ainda de acordo com ela, levar o Orçamento Participativo para diferentes regiões do estado é uma forma de ampliar o acesso da população ao processo de construção institucional da Defensoria. “É permitir essa consulta ampla a toda população para que todos tenham acesso e possam contribuir com sugestões, atividades e projetos a serem desenvolvidos pela Defensoria. Cada região possui suas especificidades, por isso fazemos questão de descentralizar cada vez mais as audiências públicas”, afirma.
A defensora pública geral, Sâmia Farias, explica que as demandas apresentadas durante os encontros servem de base para o planejamento da instituição. De acordo com ela, as manifestações feitas pela população irão compor um relatório que orientará as ações da Defensoria ao longo do próximo ano, além de contribuir para as diretrizes orçamentárias da instituição. “A participação é indispensável. Todas as sugestões e manifestações ajudam a direcionar efetivamente a atuação da Defensoria Pública”, ressalta.
Neste ano, o Orçamento Participativo celebra uma década. Implementada pela Defensoria Pública do Estado do Ceará em 2016, a iniciativa se consolidou como um importante instrumento de diálogo entre a instituição e a sociedade civil, contribuindo para a construção de políticas e ações mais alinhadas às demandas da população.
A defensora pública também avalia que o projeto fortalece o diálogo permanente entre a Defensoria Pública, os movimentos sociais e a sociedade civil. “Realizar a 11ª edição do Orçamento Participativo demonstra que ele é um projeto de sucesso e indispensável para a continuidade da prestação de serviços da Defensoria Pública. O Orçamento Participativo aproxima ainda mais os movimentos sociais, a sociedade e a Defensoria Pública, promovendo transparência, democratização do acesso à Justiça e um contato permanente com a população”, afirma.



