Posso ajudar?
Posso ajudar?

Site da Defensoria Pública do Estado do Ceará

conteúdo

Pesquisa Datafolha revela que a violência também entra no bolso pelo celular

Pesquisa Datafolha revela que a violência também entra no bolso pelo celular

Publicado em

Mais um alerta importante: a Defensoria Pública não cobra por nenhum de seus serviços. O atendimento é público e gratuito.

Pesquisa divulgada nesta semana pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública e pelo Instituto Datafolha mostra que a violência no Brasil vem assumindo novas formas. A população já não está exposta apenas ao assalto, ao roubo na rua ou à arma. O crime digital e financeiro, envolvendo golpes pela internet ou pelo celular, fraudes em aplicativos bancários e desvios por Pix bem aparecendo nos dados. A pesquisa reorganiza um pouco a ideia de vítima. Não é só quem circula na rua que está exposto. Quem está em casa, conectado, também pode estar vulnerável. A insegurança, hoje, atravessa bancos, celulares, aplicativos, senhas, rastros digitais, engenharia social, desinformação e relações de confiança.

Esse novo cenário também desafia o sistema de justiça e exige que a informação pública seja ainda mais clara, direta e acessível. Por isso, o alerta precisa ser repetido: a Defensoria Pública não cobra taxas, custas, honorários ou qualquer pagamento para atender, orientar ou acompanhar processos.

“Em um mundo cada vez mais conectado e com cada vez mais velocidade, a gente acaba ainda mais vulnerável. E, quando falamos em vulnerabilidade, não podemos mais pensar apenas na falta de renda, na distância física dos serviços ou na ausência de informação jurídica. Hoje, a vulnerabilidade é digital. Ela aparece quando uma pessoa não consegue distinguir uma mensagem oficial de um golpe, quando acredita que precisa pagar por um serviço público gratuito, quando entrega seus dados por desinformação. Por isso, a Defensoria Pública tem o dever de estar presente também nesse novo território, orientando, prevenindo e protegendo as pessoas contra formas de violência que entram pelo celular, pelo aplicativo e pela confiança”, explica a defensora geral Sâmia Farias.

Ela alerta que, se alguém entrar em contato em nome da Defensoria solicitando pagamento, depósito, Pix, taxa para audiência, liberação de valores, desbloqueio de processo ou qualquer outro tipo de cobrança, pode assegurar: é golpe! Também é importante ter atenção a supostas audiências não comunicadas formalmente, mensagens com links suspeitos, telefones de defensores fazendo contato ou de servidores das Varas Judiciais. Tudo isso já é alvo de golpistas que tentam ludibriar as pessoas, porque conseguem ter acesso aos dados de forma ilícita. “Nunca repasse dados pessoais, documentos, senhas, códigos de confirmação ou informações bancárias antes de confirmar a origem da mensagem”, assegura a defensora. Em caso de dúvida, procure sempre a Defensoria pelos canais oficiais, presencialmente ou pela internet.

Local de Atendimento

Dados – Segundo o Datafolha, 40% dos brasileiros com 16 anos ou mais foram vítimas de algum tipo de crime nos últimos 12 meses. Destes, 15,8% das pessoas disseram ter sido vítimas de golpes digitais com perda financeira e 12,4% dos entrevistados afirmaram ter sido vítimas de fraude ou desvio de recursos em aplicativos bancários ou Pix.

O levantamento também mostra diferenças conforme a classe social. Nas classes A e B, os golpes pela internet ou pelo celular aparecem com o maior percentual, atingindo 21,8% dos entrevistados. Já os casos de fraude ou desvio por aplicativos bancários ou Pix chegaram a 14,5%.

Na classe C, 16,3% dos entrevistados afirmaram ter perdido dinheiro em golpes pela internet ou pelo celular. Outros 13,4% disseram ter sido vítimas de fraude ou desvio por aplicativos bancários ou Pix, enquanto 12,7% relataram ter algum familiar ou conhecido assassinado. Nas classes D e E, 10,2% afirmaram ter perdido dinheiro em golpes digitais.

A pesquisa é do Datafolha, encomendada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, ouvidas presencialmente em 137 municípios, nos dias 9 e 10 de março de 2026.

Embora os percentuais variem entre os grupos, o recado é comum: os crimes digitais se tornaram uma frente importante da insegurança cotidiana. E, diante desse cenário, informação correta também é proteção.