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Defensoria atua na assistência à acusação dando voz aos aos familiares de vítima de feminicídio em Granja

Defensoria atua na assistência à acusação dando voz aos aos familiares de vítima de feminicídio em Granja

Publicado em
TEXTO: JULIANA BOMFIM
ILUSTRAÇÃO: VALDIR MARTE 

Após cerca de 11 horas de julgamento, o Tribunal do Júri da comarca de Granja condenou o réu Francisco Diego Barbosa de Oliveira a 40 anos e 3 meses de prisão pelo feminicídio de Ana Ingrid Messias Mendes, de 18 anos, que estava grávida de três meses à época do crime. A Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE) atuou como assistente de acusação, representando os interesses da família da vítima.

O julgamento ocorreu no Fórum Professor Olavo Oliveira e mobilizou familiares, amigos da vítima e moradores da região, diante da forte repercussão do caso no Litoral Norte do Ceará. A sentença foi anunciada na noite da última quarta-feira (27).

De acordo com o defensor público Edmar Lopes Albuquerque, que atuou como assistente de acusação no julgamento, o desfecho representa uma resposta firme do sistema de Justiça diante da gravidade do caso. “A atuação da Defensoria Pública neste caso demonstra o compromisso institucional também com as vítimas e seus familiares, especialmente em crimes marcados pela violência de gênero. Muitas pessoas ainda associam a Defensoria apenas à defesa de réus, mas a instituição também atua na proteção de vítimas, sobretudo em casos de feminicídio”, destaca.

Ana Ingrid Messias Mendes foi assassinada no dia 8 de setembro de 2024, no bairro Campo de Aviação, em Granja. Segundo os autos, o companheiro efetuou um disparo de espingarda à queima-roupa, atingindo a cabeça da vítima, que morreu no local. Além da gestação, ela também era mãe de uma criança de dois anos.