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Defensoria realizou emissão gratuita de identidade para mães atípicas e crianças com TEA no Iprede

Defensoria realizou emissão gratuita de identidade para mães atípicas e crianças com TEA no Iprede

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TEXTO E FOTOS: LEONARDO OLIVEIRA – ESTAGIÁRIO SOB SUPERVISÃO  

A Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE) realizou, entre os dias 7 e 10 de setembro, a emissão gratuita da Carteira de Identidade Nacional (CIN) para mães atípicas e crianças autistas atendidas pelo Instituto da Primeira Infância (Iprede), em Fortaleza. 

Ao longo de quatro dias, foram realizados 45 atendimentos destinados a mães e filhos. Durante toda a semana, a iniciativa também atendeu funcionários do Iprede e familiares de pessoas acompanhadas pelo Instituto, somando outros 128 atendimentos. Ao todo, a ação contabilizou 173 atendimentos. 

A atuação ocorreu no prédio do Iprede e integra uma parceria entre as instituições voltada a facilitar o acesso à documentação civil e a outros direitos para famílias acompanhadas pelo Instituto.

Com 40 anos de atuação, o Iprede é referência no cuidado integral à primeira infância, no fortalecimento dos vínculos familiares e na promoção da inclusão social. A instituição acompanha crianças e suas famílias em diferentes situações de vulnerabilidade e desenvolve ações voltadas ao desenvolvimento infantil.

Durante a iniciativa, a DPCE levou o serviço de emissão de documentos até o espaço já frequentado pelas famílias, facilitando o acesso de mães e crianças ao atendimento. A CIN utiliza o CPF (Cadastro de Pessoas Físicas) como número único de identificação e é um documento essencial para o acesso a diferentes serviços públicos e benefícios sociais.  

Para a defensora pública e assessora de Relacionamento com o Cidadão, Yamara Lavôr, a iniciativa considera as particularidades enfrentadas por essas famílias no acesso a serviços que, muitas vezes, envolvem deslocamentos, filas e ambientes com grande circulação de pessoas.

“Para quem vivencia a rotina da neurodivergência, seja a própria pessoa ou a sua família, especialmente nos casos de autismo, sabe-se o quanto um procedimento como esse pode ser exaustivo. Muitas vezes, essas famílias enfrentam filas de espera em locais que não estão adequados ou adaptados para acolher esse público”, destaca Yamara.

A realização dos atendimentos reforça a atuação conjunta entre a Defensoria Pública e o Iprede na busca por aproximar serviços públicos de famílias que enfrentam dificuldades específicas na rotina de cuidados.

“Levar esse serviço, que já é disponibilizado na sede da Defensoria Pública por meio de uma parceria com a Pefoce, para um mutirão realizado no Iprede faz parte da missão institucional da Defensoria, que é ser voz e instrumento de garantia de direitos para pessoas em situação de vulnerabilidade”, ressalta a defensora.