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Defensoria Pública participa de júri simulado que amplia possibilidades para estudantes com deficiência visual

Defensoria Pública participa de júri simulado que amplia possibilidades para estudantes com deficiência visual

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Texto: Amanda Sobreira 

Fotos:Zé Victor/Ascom TJCE 

A Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE) participou, na última quarta-feira (16/09), de um júri simulado realizado com estudantes cegos e com baixa visão do Instituto Dr. Hélio Góes, da Sociedade de Assistência aos Cegos (SAC), em Fortaleza. A atividade integrou o projeto “Justiça de Olhos Abertos”, iniciativa do Tribunal de Justiça do Ceará voltada à aproximação de estudantes com o sistema de justiça e à criação de experiências que ampliem as possibilidades de participação de pessoas com deficiência visual em diferentes espaços.

Durante a atividade, estudantes do 6º ao 9º ano assumiram funções desempenhadas em uma sessão do Tribunal do Júri. A experiência foi construída a partir do romance A Cabeça do Santo, da escritora cearense Socorro Acioli, e envolveu leitura, preparação de argumentos e conhecimento sobre as etapas de um julgamento. A atividade foi acompanhada pelo juiz da 1ª Vara do Júri de Fortaleza, Antônio Edilberto Oliveira Lima, pelo promotor de Justiça, Rafael Matos de Freitas Morais e pelo defensor público, Breno Vicente, que orientaram as(os) estudantes sobre os procedimentos e as funções exercidas durante uma sessão do Tribunal do Júri. 

Para o defensor, a experiência também chama atenção para a responsabilidade de garantir que pessoas com deficiência possam ocupar os espaços que desejarem, sem que as barreiras do ambiente determinem seus caminhos. “Atividades como essa, além da evidente alegria proporcionada pela bela atuação das meninas e meninos no júri simulado, evidenciam a absoluta necessidade da acessibilidade em todos os espaços. Não é adaptar o sonho à deficiência. É adaptar o ambiente para que a deficiência não determine até onde se pode chegar. E a Defensoria tem um papel fundamental na garantia dessas adaptações, ressaltou.”

Além da leitura da obra literária, os estudantes conheceram procedimentos e funções relacionadas a um julgamento e tiveram contato com profissionais que atuam no sistema de Justiça. A proposta possibilitou que os alunos experimentassem, na prática, atividades ligadas ao Direito e percebessem diferentes possibilidades de atuação profissional.

O projeto “Justiça de Olhos Abertos” está em sua segunda edição e prevê novas atividades com estudantes com deficiência visual. A próxima edição do júri simulado será realizada no dia 20 de outubro, na Escola de Ensino Médio em Tempo Integral Instituto dos Cegos, também em Fortaleza.