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Defensoria acompanha família de indígena Anacé morto após ocorrência em hospital de Caucaia

Defensoria acompanha família de indígena Anacé morto após ocorrência em hospital de Caucaia

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A Defensoria Pública do Estado do Ceará (DPCE) iniciou, na tarde desta quinta-feira (24), o atendimento à família de Antônio Wanderson Vieira Ferreira, indígena do povo Anacé que morreu após uma ocorrência envolvendo agentes da Guarda Municipal de Caucaia no Hospital Municipal Abelardo Gadelha, Região Metropolitana de Fortaleza. 

Conhecido como Dam e morador da Aldeia do Cipó, o indígena procurou o hospital na madrugada de segunda-feira (21), durante uma crise de saúde mental. Segundo lideranças indígenas, ele fazia uso de medicação e costumava buscar atendimento na unidade em momentos de maior sofrimento psíquico. Já no hospital, teria apresentado um novo episódio de descontrole e, durante a intervenção de agentes da Guarda Municipal, teria sido imobilizado e agredido. A morte foi confirmada na tarde de terça-feira (22).

A equipe da Rede Acolhe esteve na comunidade Anacé para ouvir a família e demais membros da comunidade, reunir informações sobre o caso e avaliar as medidas jurídicas e os encaminhamentos necessários para assegurar seus direitos, considerando também a legislação específica de proteção aos povos indígenas. A Defensoria também prestará assistência jurídica e psicossocial aos familiares e acompanhará os desdobramentos do caso. 

Rede Acolhe 

Criada em 2017, a Rede Acolhe atua no atendimento a vítimas e familiares de vítimas de violência letal, oferecendo assistência jurídica e acompanhamento psicossocial. O trabalho busca assegurar direitos e oferecer suporte às famílias diante das consequências da violência, evitando situações de revitimização e que os familiares precisem percorrer sozinhos diferentes instituições em busca de informações e assistência.

“Nesse momento, nosso papel é acolher a família, compreender suas demandas e acompanhar as apurações para que as circunstâncias dessa morte sejam devidamente esclarecidas”, afirma o defensor público Muniz Freire, titular da Rede Acolhe.