Amar Defensoria realiza primeira ação em Fortaleza atendendo moradores da região da Sabiaguaba
TEXTO: AMANDA SOBREIRA FOTO: ZÉROSA FILHO e LEONARDO OLIVEIRA
Quando soube que o projeto Amar Defensoria estaria na Sabiaguaba, a dona de casa Simone Barbosa decidiu aproveitar a oportunidade para resolver uma questão que vinha preocupando a família. Ela buscou informações de como regularizar a presença do enteado em casa e saiu da carreta com o atendimento jurídico necessário para resolver o caso que envolve pensão alimentícia e a guarda do jovem. “Precisamos encontrar a mãe dele para regularizar o laço. Eu estou na vida dele desde pequeno, ele me trata como mãe e voltou a morar com a gente novamente. Agora, eu já sei o que devo fazer. Eu já estava organizando a minha vida para ir até a Defensoria quando eu soube do projeto e ela veio praticamente para a minha porta. Gostei muito”, disse a assistida.

Criado para promover igualdade e justiça social às comunidades tradicionais no litoral do Ceará, o projeto Amar Defensoria – Um Mar de Direitos foi realizado pela primeira vez em Fortaleza, para garantir educação em direitos e assistência jurídica aos moradores da capital. A presença da carreta foi uma solicitação da própria comunidade da região da Sabiaguaba, uma das áreas mais preservadas e verdes da cidade.
Durante dois dias (22 e 23/06), a carreta ficou estacionada em frente ao Centro de Educação Infantil Professor Manuel Eduardo Pinheiro Campos. As equipes da Defensoria fizeram a checagem de documentos e a triagem dos casos que foram encaminhados aos defensores públicos para os atendimentos individuais. Além da Defensoria, o projeto reuniu em uma única ação, o caminhão da Secretaria da Proteção Social para a emissão de documentos, a Etufor e o Sindiônibus para confecção das carteiras de estudante e bilhete único, além do atendimento do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). “Muitas vezes, a população enfrenta dificuldades para acessar os serviços públicos e buscar soluções para seus problemas. Quando levamos a Defensoria e outros órgãos para dentro da comunidade, aproximamos direitos de quem mais precisa e facilitamos o acesso a atendimentos que podem fazer diferença na vida das pessoas,” destaca a defensora geral, Sâmia Farias.
Como acontece em todas as edições do Amar Defensoria, a ação contou com uma roda de conversa realizada na Biblioteca Comunitária Sabiá para ouvir as principais demandas da comunidade. Na ocasião, participaram representantes da Secretaria dos Direitos Humanos, da Saúde e da Cagece para resolver as questões ambientais, muito presentes na região. “Nas rodas de conversa, os moradores apontaram problemas ligados ao saneamento, às questões ambientais e ao acesso aos serviços de saúde. Como muitas dessas demandas não dependem apenas da Defensoria, o projeto reúne diferentes parceiros para que a comunidade possa dialogar diretamente com os órgãos responsáveis e buscar soluções, explica a defensora pública Anna Kelly Nantua, assessora de projetos da Defensoria.





















