Defensoria do Ceará conquista prêmios nacionais com projetos de comunicação pública
A Defensoria Pública do Estado do Ceará conquistou três prêmios na 24ª edição do Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça. Os resultados foram anunciados na noite da última sexta-feira, 31 de julho, durante a cerimônia de encerramento do XX Congresso Brasileiro dos Assessores de Comunicação do Sistema de Justiça, o Conbrascom, realizado em João Pessoa, na Paraíba.
A instituição ficou em primeiro lugar na categoria Projeto Gráfico com o projeto Defensoria Verde: Presente, Sustentável e Universal, recebeu o segundo lugar em Comunicação Interna, com a cartilha E eu, sou o quê? Um pequeno guia sobre (a sua) raça, e também menção honrosa pela Publicação Impressa Esperanças: Mulheres de Direitos.
Promovido pelo Fórum Nacional de Comunicação e Justiça (FNCJ), o prêmio reconhece anualmente projetos desenvolvidos por instituições do Sistema de Justiça de todo o país. AA edição de 2026 reuniu 421 trabalhos inscritos por 75 instituições, com representantes de 24 estados. O prêmio foi criado para reconhecer projetos desenvolvidos pelas assessorias de comunicação, valorizar o trabalho dessas áreas e dos profissionais, fortalecendo a comunicação pública e o diálogo com a sociedade.
Com as três novas conquistas, a Defensoria Pública do Ceará chega a 20 reconhecimentos da premiação desde 2018, considerando os projetos finalistas em diversas categorias e um Grande Prêmio Nacional de Comunicação e Justiça (2019).
O resultado reforça a comunicação como parte da política institucional da Defensoria. “Acreditamos que a comunicação é parte de um todo e pode contribuir de forma concreta para a atuação da Defensoria. Estamos falando de sustentabilidade na rotina da instituição, de letramento racial e de memória de mulheres que defendem direitos em seus territórios. São projetos que nascem de necessidades reais e que ajudam a Defensoria a melhorar e se aproximar ainda mais da sociedade”, aponta a secretária da Secom, Bianca Felippsen.
Conheça os projetos:
Defensoria Verde – recebeu o primeiro lugar em design gráfico. Esta é a segunda vitória consecutiva da Defensoria do Ceará na categoria. O projeto estruturou um sistema visual integrado para apresentar a sustentabilidade como valor permanente da instituição. Em vez de uma campanha pontual, foi construída uma linguagem visual aplicada às multiplataformas: redes sociais, site, publicações impressas, reportagens, produtos de uso contínuo, campanhas realizadas ao longo do ano e espaços físicos da Defensoria.
Desenvolvida a partir da paleta institucional, a identidade também incorporou critérios de sustentabilidade às contratações, aproximando as práticas administrativas. Exemplo é a ação da campanha Chega de Copinho que reduziu em 41% o consumo de copos descartáveis. O resultado demonstra como o design, quando associado a objetivos públicos concretos, pode ultrapassar a dimensão estética e influenciar hábitos, processos de compra e a cultura organizacional.
Créditos do projeto: diogo braga
Expediente da Secom: Amanda Sobreira, Ana Paula Lopes, Bianca Felippsen, Bruno de Castro, Deborah Duarte, Diogo Braga, Giúllian Rodrigues, Juliana Bonfim, Kamilla Vasconcelos, Millin Albuquerque, Rose Serafim, tarsila saunders, Ramon Gomes Teixeira e Bruna Silva (estagiários Primeiro Passo), Samantha Kelly, Camylla Evelyn, Leonardo Oliveira e Clara de Assis (estagiários de graduação)
E eu sou o quê? conquistou o segundo lugar na categoria Comunicação Interna. Produzida pela Secretaria de Comunicação para o Comitê de Igualdade Étnico-Racial da Defensoria do Ceará, a publicação parte de dúvidas comuns sobre identidade, pertencimento e autodeclaração o letramento racial no ambiente institucional.
O material orienta o leitor sobre como identificar sua raça ou cor, reconhecer características raciais, utilizar uma linguagem respeitosa nos atendimentos e compreender a importância dessas informações para a formulação de políticas institucionais. O trabalho também recebeu o Selo Esperança Garcia 2025 e foi apresentado no II Encontro da Frente Afro-Indígena das Defensoras e dos Defensores Públicos do Brasil como prática antirracista exitosa.
Créditos do projeto: Bianca Felippsen, Bruno de Castro, Valdir Marte e consultoria de Vera Rodrigues
Expediente da Secom: Amanda Sobreira, ARI FEITOSA, Ana Paula Lopes, Bianca Felippsen, Bruno de Castro, Deborah Duarte, Diogo Braga, Giúllian Rodrigues, Juliana Bonfim, Kamilla Vasconcelos, Millin Albuquerque, Rose Serafim, tarsila saunders, Bruna Silva (estagiária Primeiro Passo), Camylla Evelyn, Leonardo Oliveira e Clara de Assis (estagiários)
Esperanças: Mulheres de Direitos recebeu menção honrosa no PNCJ e registra as trajetórias das primeiras lideranças comunitárias que integraram o curso Defensoras Populares no Ceará. Com 238 páginas e tiragem de 300 exemplares para distribuição gratuita, a obra apresenta quem são essas mulheres, quais direitos defendem e como constroem, em suas comunidades, redes cotidianas de cuidado, orientação, denúncia e mobilização.
O título homenageia Esperança Garcia, reconhecida como a primeira advogada do Brasil, e leva sua história do singular ao plural: são mulheres que esperançam e transformam seus territórios. A primeira turma das Defensoras Populares formou cem mulheres, com presença superior a 90% ao longo dos 20 módulos. A iniciativa conquistou o Prêmio Innovare 2025 e tornou-se referência para a ampliação da política em âmbito nacional.


