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“Elas sentem o peso”: Série da Defensoria expõe a sobrecarga feminina e o trabalho de cuidado invisível

“Elas sentem o peso”: Série da Defensoria expõe a sobrecarga feminina e o trabalho de cuidado invisível

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A Defensoria Pública do Estado do Ceará lançou uma série de reportagens que joga luz sobre uma realidade ainda pouco reconhecida: o peso do trabalho de cuidado, que recai majoritariamente sobre as mulheres e impacta diretamente suas vidas, renda e acesso a direitos.

Ao longo dos três textos, a série apresenta histórias reais de mulheres que acumulam jornadas invisíveis. Casos como o de Lúcia, que concilia trabalho e maternidade sem rede de apoio, e Antônia, que deixou o emprego para cuidar do pai doente, mostram como o cuidado estrutura o cotidiano, mesmo sem reconhecimento social ou econômico.

As reportagens também evidenciam que essa sobrecarga não é isolada, mas estrutural. Dados e pesquisas apontam que mulheres dedicam muito mais tempo ao trabalho doméstico e de cuidado do que os homens, frequentemente abrindo mão de oportunidades profissionais, descanso e qualidade de vida.

Outro ponto central da série é o impacto dessa realidade no sistema de justiça. A Defensoria destaca que grande parte das demandas envolve mulheres que assumem sozinhas responsabilidades familiares, e que o desafio é fazer com que esse trabalho passe a ser reconhecido também nas decisões judiciais.

Com a série, a instituição reforça a importância de enxergar o cuidado como uma questão coletiva e de políticas públicas, estimulando o debate sobre a necessidade de redistribuição dessas responsabilidades entre Estado, sociedade e famílias.

Confira os textos:

O peso que não aparece: mulheres sustentam uma jornada que o Brasil ainda não enxerga

A divisão injusta do trabalho do cuidado e o sofrimento invisível de quem cuida

Quando o cuidado vira caso de Justiça: a sobrecarga feminina que bate à porta da Defensoria

 

Sobre a Campanha:

Proposta pela Secom/DPCE e criada pela Morya Comunicação, a campanha traduz em linguagem sensível e contundente uma realidade vivida diariamente por milhões de mulheres.

A ideia nasce de uma premissa simples e poderosa: antes de tudo funcionar, alguém cuidou. É esse cuidado com crianças, idosos, pessoas enfermas, com a casa e com a organização da vida cotidiana, que sustenta a reprodução da força de trabalho e o funcionamento da economia formal, embora siga, em grande parte, fora das contas oficiais e do reconhecimento social.

O diretor-presidente da Morya Comunicação, Claudio Carvalho, destaca que “ao longo de sua trajetória de 70 anos, a Morya sempre colocou sua criatividade, consistência, competência, qualidade e, sobretudo, o talento de nossa equipe a serviço de causas importantes para a sociedade. Participar desta campanha pro bono para a Defensoria Pública do Estado do Ceará é motivo de orgulho para todos nós, porque acreditamos no poder da comunicação para dar visibilidade a temas urgentes, sensibilizar a população e impulsionar debates que contribuem para uma sociedade mais justa e consciente”.

A linha gráfica se apropria de uma linguagem visual universal: a das esculturas clássicas que sustentam estruturas arquitetônicas. Ao trazer essa referência para o universo do cuidado não remunerado, a campanha constrói uma metáfora direta: mulheres que sustentam o funcionamento da casa, da família e da sociedade. Assim como nas esculturas, elas aparentam força e estabilidade. No entanto, ao contrário da pedra, são humanas e estão sob pressão constante. As rachaduras presentes nas peças visuais tornam visível o desgaste provocado pela sobrecarga, transformando uma sensação abstrata em algo concreto e quase palpável.

 

Confira o site da campanha