O amor de todas as cores. Especial do Dia do Orgulho conta histórias de amor e de direitos
“O pedido que se pensou
O destino que se cumpriu
De sentir seu calor
E ser todo
Todo dia é de viver
Para ser o que for
E ser tudo
Sim, todo amor é sagrado”
Sim, como cantaram Beto Guedes e Ronaldo Bastos, “todo amor é sagrado”. E talvez seja mesmo: quando duas pessoas se encontram de verdade, a vida ganha outras cores. A felicidade de reconhecer o par, de construir uma casa, dividir planos e escolher ficar dá um orgulho danado.
No Dia do Orgulho LGBTQIA+, a Defensoria Pública escolhe contar histórias que não começam no cartório, mas na vida. Antes da assinatura, havia cuidado. Antes do reconhecimento formal, havia convivência, afeto, projeto comum e duas pessoas sustentando, todos os dias, a coragem de existir juntas. Sem caber na gaveta da vergonha. Sem esconder.
São quatro histórias de casais que falam de amor, mas também de proteção, reconhecimento e direito. Porque, para muitas famílias LGBTQIA+, formalizar a vida em comum nunca foi apenas uma escolha. Significa segurança em uma emergência médica, acesso a direitos, proteção patrimonial, reconhecimento familiar e respeito diante das instituições.
O amor LGBTQIA+ carrega algo de sonho porque, durante muito tempo, precisou imaginar um mundo que ainda não estava pronto para acolhê-lo. E, em muitos lugares, ainda não está. Um mundo onde andar de mãos dadas não seja risco. Onde formar família não vire disputa. Onde o afeto não precise provar nada diante de balcões, leis, olhares e silêncios.
Amor com orgulho não é fuga. É presença. É dizer: nós existimos. O amor amplia e faz caber mais mundo dentro da vida. É vida acontecendo em todas as cores.
O amor LGBTQIA+ é sonho, sim. Mas é também direito.
Leia as histórias de quem acredita no amor e confira um passo a passo para formalizar a vida em comum.
O direito de ser família: casais LGBTQIA+ falam sobre amor, proteção e reconhecimento

